Dr. Fábio Faleiro, cirurgia digestiva robótica e parede abdominalAvaliar meu caso

InícioBlogRefluxo e hérnia de hiato

Resposta curta: o medicamento mais usado para refluxo, o inibidor de bomba de prótons, reduz a produção de ácido no estômago. Ele não fecha a válvula entre o esôfago e o estômago nem corrige uma hérnia de hiato. Quando a causa é mecânica, ele alivia o sintoma sem tratar o problema. A cirurgia entra quando existe falha desse tratamento, dependência de dose crescente, complicação já instalada ou sintoma que o remédio não alcança.

O que o remédio faz e o que ele não faz

Na junção entre o esôfago e o estômago existe um mecanismo de válvula. Quando ele falha, o conteúdo do estômago sobe. Esse conteúdo é ácido, mas também tem enzimas e, às vezes, bile.

O inibidor de bomba de prótons deixa esse conteúdo menos ácido. É por isso que ele funciona tão bem para queimação: o material continua subindo, mas queima menos. Faz sentido e resolve a vida de muita gente.

O que ele não faz: não devolve competência à válvula, não reduz o volume que reflui e não corrige hérnia de hiato. Por isso alguns sintomas quase não respondem à medicação, principalmente a regurgitação, que é o conteúdo chegando à boca ou à garganta.

Sinais de que o caso deixou de ser só clínico

Os exames que definem a conduta

Cirurgia de refluxo não se indica pelo sintoma isolado. Antes existe um roteiro objetivo:

Endoscopia digestiva alta. Mostra esofagite, hérnia de hiato, Barrett e afasta outras causas.

pHmetria de 24 horas. Prova que existe refluxo ácido patológico e mede quanto. É o exame que confirma o diagnóstico quando a endoscopia é normal, o que acontece com frequência.

Manometria esofágica. Avalia se o esôfago tem força de contração adequada. Esse exame não confirma refluxo: ele define a técnica. Um esôfago com motilidade fraca pede uma válvula diferente, sob risco de a pessoa sair da cirurgia com dificuldade para engolir.

Quem indica cirurgia de refluxo sem manometria está escolhendo a técnica no escuro.

Como é a cirurgia

A operação tem duas partes que quase sempre andam juntas. A hiatoplastia corrige o alargamento do hiato, que é a passagem do esôfago pelo diafragma, e reposiciona o estômago no abdome. A fundoplicatura usa o próprio fundo do estômago para construir uma válvula em volta do esôfago.

O quanto essa válvula envolve o esôfago é decidido conforme a manometria. Nada é implantado: a válvula é feita com o tecido do próprio paciente.

É feita por videolaparoscopia ou por via robótica, com pequenas incisões. A visão ampliada e a precisão de sutura pesam a favor da robótica em hérnias de hiato maiores e em reoperações.

O que esperar depois

A internação costuma ser de um a dois dias. A dieta progride em fases, começando líquida e evoluindo para pastosa e depois sólida ao longo das primeiras semanas, com orientação a cada etapa.

É esperado, nas primeiras semanas, sentir alguma dificuldade para engolir alimentos sólidos e ter mais dificuldade para arrotar. A maioria das pessoas relata melhora progressiva desses dois pontos. O retorno às atividades acontece entre quinze e trinta dias, e o acompanhamento é de longo prazo.

Perguntas rápidas

Vou parar o remédio? Boa parte dos pacientes bem selecionados reduz ou suspende. Não é regra para todo mundo, e é por isso que a seleção com exames importa tanto.

A cirurgia é reversível? A fundoplicatura pode ser desfeita ou refeita, mas reoperação é sempre mais complexa que a primeira cirurgia. É mais um motivo para acertar a indicação e a técnica de saída.

Tomar remédio por muitos anos faz mal? O uso crônico é seguro para a maioria, e existem discussões na literatura sobre efeitos de longo prazo. Isso entra na conversa, mas raramente é o argumento principal: o argumento é o controle insuficiente ou a complicação.

Detalhes de indicação, técnica e recuperação estão na página de cirurgia de refluxo e hérnia de hiato.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a consulta médica. Nenhum resultado é prometido: a indicação e o plano de tratamento são definidos individualmente, em avaliação presencial.
Dr. Fábio Faleiro
Dr. Fábio Faleiro
Cirurgião do aparelho digestivo e da parede abdominal, com atuação dedicada em cirurgia robótica. Atende em Goiânia e em São Paulo. Membro da SBCBM, SOBRACIL, CBCD e IFSO.
CRM-GO 15014 · RQE-GO 16301 · CRM-SP 236248 · RQE-SP 121835-1
Última revisão: 18 de agosto de 2026

Quer saber se o seu caso tem indicação?

A equipe analisa cada solicitação e responde pelo WhatsApp com os próximos passos. O atendimento é exclusivamente particular.

Avaliar meu casoOu fale direto no WhatsApp

Dr. Fábio Faleiro, cirurgião do aparelho digestivo e da parede abdominal. CRM-GO 15014 · RQE-GO 16301 · CRM-SP 236248 · RQE-SP 121835-1.

Goiânia: Lumini Privilège, Alameda Coronel Eugênio Jardim, 153, Setor Marista. Akoya Clínica, Av. T-4, 1478, Salas 183 a 185, Setor Bueno.

Atendimento exclusivamente particular, com hora marcada, pelo WhatsApp (62) 99639-0449.

Política de privacidade