A cirurgia antirrefluxo, chamada fundoplicatura, reconstrói a válvula entre o esôfago e o estômago e corrige a hérnia de hiato no mesmo tempo cirúrgico. Está indicada quando o refluxo não se resolve com medicação, quando já existe esofagite grave ou esôfago de Barrett, e quando o paciente não quer depender de remédio pelo resto da vida. Aqui é feita por videolaparoscopia ou por via robótica, por um cirurgião do aparelho digestivo.
A equipe analisa cada solicitação e responde pelo WhatsApp.
Azia ocasional não opera. O que define a indicação é o comportamento da doença ao longo do tempo. Estes são os cenários que trazem o paciente ao consultório:
Azia e queimação que voltam mesmo em uso contínuo de inibidor de bomba de prótons, ou que retornam assim que a dose é reduzida. É o cenário mais comum de indicação.
Esofagite de graus C ou D pela classificação de Los Angeles indica agressão importante da mucosa e pesa a favor da cirurgia.
A troca do revestimento do esôfago por causa do refluxo crônico. Exige acompanhamento e muda o cálculo da indicação cirúrgica.
Hérnias grandes, acima de 5 cm, e as paraesofágicas têm indicação própria, independente da intensidade da azia.
Tosse crônica, rouquidão, pigarro e asma de difícil controle podem ser refluxo chegando à via aérea, e nem sempre vêm com queimação.
Escolha legítima de paciente bem informado, principalmente em quem é jovem e teria décadas de uso contínuo pela frente.
Não é excesso de ácido.
É uma válvula que parou de fechar.
O inibidor de bomba de prótons reduz a acidez do que reflui, e por isso alivia a queimação. Ele não devolve a competência da válvula entre o esôfago e o estômago, e é por isso que o sintoma volta quando o remédio para.
A cirurgia atua na mecânica: reconstrói a barreira antirrefluxo e corrige o hiato alargado. É a diferença entre controlar e resolver.
A hérnia de hiato é anatômica: parte do estômago sobe para o tórax pelo diafragma. O refluxo é o sintoma: o conteúdo gástrico volta ao esôfago. Uma favorece o outro, mas existe hérnia sem refluxo e refluxo sem hérnia.
Por isso a avaliação separa os dois antes de indicar qualquer coisa. Operar refluxo sem entender a anatomia, ou corrigir hérnia sem avaliar a válvula, produz resultado ruim.
Por videolaparoscopia ou por via robótica, com pequenas incisões. O hiato é corrigido e a válvula reconstruída na mesma anestesia, sem abrir o abdome.
| Etapa | O que acontece | Por que importa |
|---|---|---|
| Acesso | Cinco incisões de poucos milímetros na parte superior do abdome. | Menos dor e recuperação mais rápida que a cirurgia aberta. |
| Redução da hérnia | A porção do estômago que subiu para o tórax é trazida de volta à posição correta no abdome. | Sem isso, a válvula nova ficaria no lugar errado. |
| Hiatoplastia | O hiato alargado do diafragma é fechado com pontos, e com tela em casos selecionados. | É o que evita a hérnia voltar a subir. |
| Fundoplicatura | O fundo do estômago é mobilizado e envolvido em torno do esôfago, total ou parcialmente. | Recria a barreira antirrefluxo, que é o objetivo da cirurgia. |
| Ajuste | A válvula é calibrada para segurar o refluxo sem apertar demais a passagem. | Define o equilíbrio entre controlar a azia e engolir bem. |
O tipo de fundoplicatura, total ou parcial, e o uso de tela são decisões do caso, tomadas com endoscopia e, quando indicado, pHmetria e manometria do esôfago.
A parte cirúrgica cicatriza rápido. O que exige paciência é a adaptação da nova válvula, e ela tem etapas previsíveis.
Em geral uma noite. A alta sai com orientação escrita de dieta e contato direto com a equipe.
Dieta líquida e depois pastosa, em volumes pequenos e com calma. Essa fase não é opcional: é ela que protege a válvula recém-construída.
Sensação de que o alimento desce devagar é esperada nas primeiras semanas, por causa do edema, e melhora de forma progressiva. Faz parte, e é acompanhada de perto.
Retorno gradual à comida sólida e às atividades. Esforço físico e peso ficam restritos nesse período, para não forçar o hiato corrigido.
A maioria deixa de usar a medicação contínua. O acompanhamento segue para confirmar o controle e, no Barrett, para manter a vigilância endoscópica.
Os prazos são a referência da nossa rotina em caso sem intercorrência. O seu plano é definido na consulta e revisto a cada retorno.

Dr. Fábio Faleiro é cirurgião do aparelho digestivo e da parede abdominal, com atuação dedicada em cirurgia robótica. Atende em Goiânia e em São Paulo, e opera em hospitais de referência nas duas cidades.
Na cirurgia antirrefluxo, a conduta é a mesma de sempre: operar quem tem indicação, explicar o que a cirurgia resolve e o que ela não resolve, e acompanhar de perto até a alta.
A consulta acontece no consultório. A cirurgia acontece em hospital, definido na avaliação conforme o caso e a agenda cirúrgica.
Alameda Coronel Eugênio Jardim, 153, Setor Marista, Goiânia, GO, 74175-100.
Av. T-4, 1478, Ed. Absolut Business Style, Salas 183 a 185, Setor Bueno, Goiânia, GO, 74230-030. Atendimento em dias selecionados.
Em Goiânia, no Einstein Marista e no MaterDei. Em São Paulo, no Hospital Nove de Julho e no Blanc Hospital. A definição do hospital é feita na avaliação, conforme o caso e a agenda cirúrgica.
Minha experiência com toda a equipe tem sido maravilhosa desde o primeiro atendimento. Fui recebida com muito carinho, atenção e profissionalismo. O Dr. Fábio Faleiro e toda a equipe são extremamente atenciosos, prestativos e sempre dispostos a esclarecer cada dúvida, o que me deixou muito mais tranquila e confiante durante todo o processo.
Médico maravilhoso, encantador, muito humano, exerce a profissão dele incrivelmente bem, não tenho palavras pra descrever o quanto sou grata. E toda sua equipe maravilhosa, muito atenciosa com seus pacientes. Eu faria tudo de novo com eles, por toda segurança que me passaram…
Fui muito bem atendida na consulta. O médico foi atencioso, explicou tudo com clareza e me deixou bem à vontade para tirar dúvidas. Saí da consulta mais tranquila e confiante no tratamento. Recomendo!
Preencha as informações abaixo. A equipe analisa cada solicitação e responde pelo WhatsApp com os próximos passos. O atendimento é exclusivamente particular.
Quando o sintoma não se controla com medicação bem conduzida, quando a endoscopia mostra esofagite grave ou esôfago de Barrett, quando existe hérnia de hiato volumosa ou paraesofágica, ou quando o paciente não quer depender de remédio de forma contínua. A indicação é definida em consulta, com endoscopia e, quando necessário, pHmetria e manometria.
Hérnia de hiato é uma alteração anatômica: parte do estômago migra para o tórax através do diafragma. Refluxo é o sintoma: o conteúdo do estômago retorna ao esôfago. A hérnia favorece o refluxo, mas existe hérnia sem refluxo e refluxo sem hérnia. Por isso os dois são avaliados separadamente antes de qualquer indicação.
É a cirurgia que reconstrói a barreira antirrefluxo. O fundo do estômago é mobilizado e envolvido em torno da parte final do esôfago, criando uma válvula que impede o retorno do conteúdo gástrico. Pode ser total, conhecida como Nissen, ou parcial, e a escolha depende da avaliação de cada caso.
A via padrão é a videolaparoscopia, com cinco pequenas incisões. A via robótica é usada em casos selecionados, e oferece visão tridimensional e maior precisão de sutura em uma região de espaço apertado. A cirurgia aberta ficou reservada a situações específicas.
A maior parte dos pacientes operados com indicação correta deixa de usar a medicação contínua. Não é garantia: parte das pessoas mantém uso ocasional, e o resultado depende do caso, da técnica e da adesão às orientações. Isso é conversado antes da cirurgia, com expectativa realista.
A válvula nova dificulta esses dois movimentos nas primeiras semanas, e algumas pessoas relatam mais gases e distensão nesse período. Na maioria, isso melhora conforme o edema cede e a válvula acomoda. Quando o sintoma persiste e incomoda, existe conduta para isso.
A dieta progride de líquida para pastosa nas primeiras duas semanas e vai para sólida de forma gradual, em geral entre a terceira e a sexta semana. A dificuldade para engolir nas primeiras semanas é esperada e transitória.
Pode, principalmente em hérnias grandes. É por isso que o fechamento do hiato é feito com técnica cuidadosa e, em casos selecionados, com tela de reforço. Evitar esforço e peso no pós-operatório e controlar o peso corporal reduzem esse risco.
Em Goiânia, no Einstein Marista e no MaterDei. Em São Paulo, no Hospital Nove de Julho e no Blanc Hospital. A definição do hospital é feita na avaliação, conforme o caso e a agenda cirúrgica.
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Cirurgia do aparelho digestivo e da parede abdominal, com a robótica como primeira escolha sempre que o caso permite.
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